Fundação Nacional de Desenvolvimento Social

Desenvolvimento humano e social onde ele mais importa.

Entidade privada, sem fins lucrativos, que pesquisa, articula e executa projetos de educação, ciência, saúde, assistência social, meio ambiente e cidadania em todo o território nacional.

8dimensões de atuação
4projetos educacionais estratégicos
4unidades: Barreiras, Brasília, RJ e Salvador

Quem somos

Uma fundação dedicada ao desenvolvimento social

A Fundação Nacional de Desenvolvimento Social (FNDS) é uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira e duração indeterminada. Atua na pesquisa básica e aplicada de caráter científico e tecnológico e no desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos, sempre voltada ao desenvolvimento humano e social — por meio da educação e da formação para o mundo do trabalho, do apoio às mulheres, da saúde, da assistência social, do meio ambiente e da cultura.

Natureza
Direito privado, sem fins lucrativos
CNPJ
07.826.166/0001-00
Sede
Barreiras — Bahia
Duração
Indeterminada

Finalidade

Dimensões de atuação

As finalidades da Fundação estão organizadas em dimensões de atuação — uma estrutura ampla e integrada, que dá segurança jurídica e agilidade para responder às demandas sociais contemporâneas.

Governança

Membros da Fundação

A FNDS é dirigida por um Conselho Curador, fiscalizada por um Conselho Fiscal e administrada por uma Diretoria Executiva, conforme o estatuto. Mandato 2025–2029. Passe o mouse sobre cada membro para ver um resumo do currículo.

O que fazemos

Projetos educacionais estratégicos

Soluções estruturadas para a rede municipal de ensino, que unem rigor acadêmico à prática e à realidade de cada escola.

Programa PATIS

Nenhuma criança invisível na rede pública

PATIS — Programa de Acolhimento, Transformação e Inclusão Social. É o programa da FNDS para identificar, avaliar e incluir, de forma correta e documentada, estudantes com deficiências e transtornos — garantindo o atendimento educacional especializado (AEE) e o registro adequado no Censo Escolar.

O problema

Muitas crianças que precisam de apoio seguem invisíveis

Estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, deficiências e altas habilidades chegam à escola pública sem identificação e sem o suporte do AEE. Quando não são identificadas e registradas, ficam invisíveis para a gestão e para o financiamento — e a rede atende uma demanda que nem sabe que tem.

2,1 mi
matrículas na educação especial em 2024 — apenas ~4,5% das 47,1 milhões de matrículas da educação básica.
Fonte: Censo Escolar 2024 — Inep/MEC.
5,3%
é a prevalência de TDAH em crianças e adolescentes — sozinha, já supera o total hoje identificado de toda a educação especial.
Fonte: Polanczyk et al., 2007 (meta-análise mundial).
2,6%
das crianças de 5 a 9 anos têm diagnóstico de TEA — bem acima do que aparece nos registros escolares de muitos municípios.
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022.

Para a gestão municipal, a subidentificação significa recursos mal distribuídos, escolas sem o suporte adequado e perda de financiamento ao qual o município teria direito.

A solução

A jornada do estudante, do alerta em sala ao plano de atendimento

O PATIS organiza o atendimento em uma trilha guiada de 7 etapas por aluno. Para o professor é simples; para a equipe técnica é rigoroso; para o gestor é totalmente rastreável. Veja as três fases:

Fase 1 · Identificação e triagem

O professor sinaliza, com método

Apoiado pelos profissionais de campo da FNDS, o professor registra observações iniciais e aplica uma triagem estruturada de 20 questões em 6 blocos (atenção, comunicação social, aprendizagem, leitura/escrita, raciocínio numérico e altas habilidades). Nada de achismo: um questionário padronizado levanta os sinais.

Fase 2 · Avaliação técnica

Equipe multiprofissional avalia

Os casos sinalizados recebem testes padronizados com resultado calculado automaticamente, seguidos de avaliação neuropsicológica e, quando indicado, avaliação psiquiátrica. Cada etapa gera parecer técnico documentado, conduzido por neuropsicólogos, psicopedagogos e médicos cadastrados na plataforma.

Fase 3 · Planos e atendimento

PEI e PAEE prontos para uso

A plataforma gera o Plano Educacional Individualizado (PEI) — com barreiras mapeadas e objetivos por área — e o Plano de AEE (PAEE), com modalidade de atendimento, metas e ciência dos responsáveis. Tudo registrado para o Censo Escolar e exportável em PDF.

As 7 etapas do fluxo: Identificação → Investigação → Testes Padronizados → Avaliação Neuropsicológica → Avaliação Psiquiátrica (condicional) → PEI → PAEE.

A plataforma

Da sala de aula à decisão do gestor

O professor registra; a equipe avalia; o secretário enxerga tudo em um painel único, por escola e por município.

PATIS · Perfil do aluno
JP
João P. · 3º anoE.M. Professor Paulo Freire
Identificação Investigação Testes Aval. Neuro Aval. Psiq. PEI PAEE
Triagem — 20 itens concluída
4 testes aplicados SNAP-IVM-CHAT-R/F
Parecer neuropsicológico pendente
PEI / PAEE a emitir

Painel da Secretaria de Educação

Visão consolidada — rede municipal
1.284
alunos cadastrados
198
PEIs elaborados
176
PAEEs elaborados
63
avaliações pendentes
Esc. A
Esc. B
Esc. C
Esc. D
Esc. E
IdentificadosJá no AEE

Imagens ilustrativas da interface da plataforma.

Para a prefeitura

Benefícios para a gestão municipal

Dashboard de gestão

Visão por escola e por município para o Secretário de Educação tomar decisões com base em dados.

Alunos ainda fora do AEE

Identificação dos estudantes público-alvo da educação especial que ainda não estão matriculados no atendimento.

Recursos onde há necessidade

Direcionamento de profissionais e recursos para as escolas e turmas com maior demanda.

Documentação pronta e auditável

PEI e PAEE gerados na plataforma, termos de consentimento assinados e dossiê de cada aluno exportável em PDF — conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018).

Gestão da rede inteira

Escolas, usuários e perfis (coordenador, neuropsicólogo, psicopedagogo, professor AEE, médico) organizados em um só lugar, com controle de acesso por função.

Conformidade com o Censo

Registro correto no Censo Escolar e aderência às políticas nacionais de educação especial.

Mais financiamento (FUNDEB)

Cada aluno corretamente identificado e no AEE qualifica o município para recursos complementares.

Instrumentos

Bateria de testes reconhecidos e validados

A avaliação não depende de impressão pessoal. O PATIS reúne um catálogo de instrumentos padronizados, com resultado calculado automaticamente e relatório interpretativo gerado pela plataforma. Os profissionais selecionam o teste adequado a cada caso.

Comportamental

Rastreio de TDAH, TEA e traços associados.

SNAP-IVM-CHAT-R/FM-CHATATA

Cognitivo

Avaliação intelectual e de potencial.

SON-R 2½–7WISC-VMatrizes de Raven

Neuropsicológico

Funções executivas e visomotoras.

BenderTrail Making Test

Pedagógico

Leitura, escrita e desempenho escolar.

PROLECTDE II

Cada aplicação registra respostas item a item e gera um relatório narrativo automático — por exemplo, o SNAP-IV (26 itens, com limiares por bloco de desatenção, hiperatividade e TOD) e o M-CHAT-R/F (20 itens, com classificação de risco baixo, moderado ou alto para TEA). A triagem sinaliza; o diagnóstico cabe à equipe técnica.

FUNDEB

Quanto a subidentificação custa ao seu município

Pela Lei do FUNDEB, cada matrícula da educação especial recebe um peso maior na distribuição de recursos, e estudantes no AEE geram dupla matrícula. Identificar corretamente quem já está na rede pode ampliar o repasse — sem nenhum aluno novo.

Use a simulação abaixo. Os valores são estimativas para fins de planejamento; substitua pelo valor-aluno oficial da sua UF.

8%
Composição conservadora (deficiências + TEA + TDAH + altas habilidades), considerando sobreposição. TDAH sozinho já é ~5,3% (Polanczyk, 2007); TEA 5–9 anos, 2,6% (IBGE, 2022).
4,5%
Média nacional de referência: 2,1 mi de 47,1 mi de matrículas ≈ 4,5% (Censo Escolar 2024).
Substitua pelo VAAF/VAAT da sua UF (definido a cada ano por resolução da CIF/FNDE).
Combina o fator 1,40 da educação especial e a matrícula adicional do AEE (dupla matrícula). Ajuste conforme sua realidade.

Potencial estimado

alunos provavelmente subidentificados na sua rede
Já identificados (estimado)
Esperados pela prevalência
Recurso anual potencial

Estimativa para planejamento, baseada em prevalência científica e nas regras de ponderação do FUNDEB (Lei nº 14.113/2020). O repasse efetivo depende da matrícula registrada no Censo Escolar, do valor-aluno da UF e das ponderações vigentes definidas pela CIF.

A base legal

EC 108/2020
FUNDEB permanente. Tornou o fundo um instrumento permanente de financiamento da educação básica (art. 212-A da Constituição).
Lei 14.113/2020
Regulamenta o FUNDEB. O art. 7º prevê ponderações por etapa e modalidade; o art. 8º determina que a distribuição use as matrículas do Censo Escolar mais atualizado (Inep).
Fator 1,40
Peso da educação especial. Em 2024, o fator de ponderação da modalidade subiu de 1,20 para 1,40 — a matrícula passa a “valer” 40% a mais que a matrícula-padrão. (Diversa/MEC, 2024)
Dupla matrícula
AEE conta duas vezes. O estudante público-alvo da educação especial que frequenta o AEE gera dupla matrícula no FUNDEB — a da classe comum e a do atendimento especializado. (Diversa, 2024)

Para quem é

Feito para quem decide pela educação do município

Secretarias Municipais de Educação

Para planejar, distribuir recursos e comprovar conformidade com base em dados reais.

Gestores de escolas públicas

Para organizar a triagem, acompanhar cada estudante e estruturar o atendimento.

Profissionais de saúde e educação especial

Para conduzir avaliações, emitir pareceres e construir o PEI e o Plano de AEE.

Perguntas frequentes

FAQ para gestores

Fale com a Fundação

Vamos conversar sobre o seu município

Conte o que você precisa. Nossa equipe responde para orientar a implantação do PATIS ou esclarecer dúvidas sobre os projetos da FNDS.

Sede
Av. Ahylon Macedo, 1284 — Barreirinhas, Barreiras (BA), CEP 47.810-692
Unidades
Rio de Janeiro (Ipanema) · Brasília (Ceilândia Norte) · Salvador (Costa Azul)